O Caso Aloha Formandos

O Espelho De Um Estado De Alerta Para Empresas, Clientes e Colaboradores.

Há uma crise sem precedentes muito similar a Grande Depressão Americana em 1929, e que se seguiu durante toda a década, tendo um fim real, só em 1938. E o Brasil e o Mundo estão sob esta enorme crise, tão grande quanto ela.

O Mundo Mudou, E As Tecnologias Mudaram O Consumo

Em reunião com grupo de empresários do Rio de Janeiro confessaram a enorme dificuldade que estão tendo para conquistar novos clientes, aumentar o faturamento e organizar gestão da empresa, de forma que os investimentos em insumos necessários, matéria-prima, colaboradores e marketing continuem sendo cumpridos.

O Caso Aloha Formandos é um típico caso de má gestão de recursos, falta de eficiência em parcerias estratégicas, desconhecimento de fraquezas e forças, erro nas execuções de seus projetos e ineficiência em resolver problemas simples. Esta empresa então acaba recebendo recursos para execução de eventos, e não os faz. Estando em crise, possivelmente com estes recursos trancados ou comprometidos, ela de fato não conseguirá executar o serviço contratado, gerando uma quebra imediata.

Serão processados por infinitas pessoas por danos materiais e morais, e claro, ao declararem falência nos próximos dias, deixará as pessoas sem receber de volta seu dinheiro, tão pouco terão condições para tal, e posteriormente alguns dos bens dos donos e sócios serão leiloados para quitação de débitos. É isto que vai acontecer.

O fato é que o mundo mudou, e as tecnologias tiveram um papel importante neste processo de transformação, não cabe mais espaço para empresas e empresários desonestos. Ou você e sua empresa é 100% honesta. Ou você ferrou com ela. Simples assim! O bom nome está em alta, isto não quer dizer que, empresas que estejam a ponto de abrir uma recuperação judicial não possam fazê-la, não é neste ponto específico, já que todo o estado do Rio de Janeiro está jogado na lama, empresas fecham as portas todos os dias. E os principais erros mais comuns são:

  • Falta de Investimentos Necessários;
  • Baixo volume de clientes;
  • Ineficiência de Negociação Com Parceiros Estratégicos;
  • Falta de Visão Empreendedora;
  • Erro na Execução de Serviços Prestados;
  • Falta de Observação de Forças e Fraquezas;
Estes erros tornaram a Aloha Formandos uma empresa prestes a colapsar. E, claro, deu a lógica. Eles não puderam honrar o serviço contratado, objetivando no CAOS que se encontra atualmente, com a reputação totalmente destruída, tanto da empresa quanto dos seus sócios

E se você que é empresário não estiver esperto quanto a isto, sua empresa vai pelo mesmo caminho, chegará o tempo que serão engolidos pelos concorrentes mais eficientes e melhores gestores dos recursos que possui. Nos negócios só temos dois caminhos, ou trabalhamos duro e com motivação, ou já podemos desistir agora e parar de colocar dinheiro fora.

Má Gestão dos Seus Recursos

O sistema te consome e você nem percebe. 

Vamos a um calculo básico aqui, 172 alunos de formandos de universidades públicas e privadas pagaram R$ 3500,00 para sua festa de formatura, e todos nós já sabemos o que aconteceu, não houve festa.

São 602 mil reais, que presumo tenham sido parcelados em 12x o que dá um rendimento mensal 50 mil por mês, julgando que todos estes alunos pagaram até o 5 dia útil.

Pela lógica parece um bom dinheiro mensal, correto? Errado! Os custos astronômicos, as dívidas que a empresa possuía com seus fornecedores, fazem com que Aloha, perca o poder de crédito e com isso o dinheiro se diluía todo o mês. A empresa com certeza não tem como pagar o que deve, tão pouco devolver o dinheiro aos formandos. Isto é um fato.

DICA ÚTIL: Quando você parcela um bem ou um serviço que será entregue tenha sempre em mente que você precisará TER O FUNDO TOTAL no final do processo. E este dinheiro parcelado deve ser juntado e servirá para ATIVOS da empresa, e não para PASSIVOS até que a última parcela seja quitada. 

Não é o caso da Aloha especificamente, porém a empresa com poucos clientes ou  baixa aquisição de clientes tende a entrar num parafuso rumo ao fundo do poço, mais dia menos dia irá quebrar. É preciso movimentar isto e ter sempre novos clientes entrando, clientes estes qualificados.

Para que desta forma você não tenha um baixo ticket médio, com uma margem de lucro extremamente apertada. Se você já está em dívidas, pare de gastar. É neste momento que você precisa rever parceiros, colaboradores e fornecedores que realmente agregam valor ao teu negócio. Teu saldo já está negativo, mas você ainda vai restaurantes caros, você viaja de férias, você está escoando dinheiro do seu negócio, quando você deveria juntar dinheiro. Sem parceiros estratégicos em qualquer momento, a sua margem de lucro fica comprometida, e num evento deste, com pagamentos parcelados, a ferida se abrirá em algum tempo, e você não poderá honrar seus compromissos.

O que faltou nesse empreendedor foi visão empreendedora, acreditar no potencial do seu negócio e superar uma crise que não é só com a Aloha que acontece, é com todo o mau gestor. Observo hoje que 70% das empresas vão fechar as portas, pelo cíclico erro de não preservarem o que os motivava no início.

O seu produto ou serviço precisa ser excelente, precisa realizar o que promete. E você é humano e lidará com humanos, empresas não vendem pra máquinas ou robôs ou inteligência artificial, elas vendem para pessoas. Por mais divertido que seja conversar com a Bia do Bradesco, ainda assim, o contato pessoa x pessoa é essencial para a saúde de um negócio, você prometeu? Cumpra. Mesmo que isto te custe a vida, o orgulho, dinheiro, família, bens materiais. Lembra o que falei no início? O mundo precisa de pessoas extremamente honestas, e não há mais espaço para pessoas desonradas.

Por fim, conheças as forças e fraquezas do seu negócio. Se você conhecer onde está errando, corrija-o! Se você observar sua fraqueza, fortaleça-a! Se conhecer suas forças, exiba-a! Simples assim!

É possível reverter essa situação como a da Aloha?

Você não precisa ser um gênio para observar que é uma situação dramática a imagem da empresa, mas que não só pode ser revertida como pode tornar-se um case de sucesso. Não porque um gestor atirou no fundo poço um negócio, que ele não possa ser resolvido, revertido e se tornar honesto novamente.

Primeiramente assumir que erraram. Os donos da Aloha precisam assumir os erros cometidos e darem a cara a tapa, e serem extremamente transparente com seus clientes, e principalmente justos com os que tiveram seus eventos cancelados.

Observar a melhor solução, pagar as dívidas, cumprir acordos previamente estabelecidos, garantir que os eventos aconteçam a qualquer preço, devolver o dinheiro dos que quiserem ir para este caminho.

Neste evento, especificamente, devolver o dinheiro integral – se tiverem como fazer – organizar o evento gratuitamente, trazer familiares, custear despesas do último evento como forma de retratação e humildemente pedir desculpas pelos transtornos causados.

Pra isso será necessário formar parcerias estratégicas, mudar o administrador – passar por cima do orgulho – e recomeçar a fazer caixa. Investir pesado na limpeza da imagem, usar tudo isso que está contra a empresa, a favor dela. Um barco a vela tem que navegar até mesmo contra o vento. E se não houver vento, é preciso remar.

Empresas só quebram porque tem maus gestores no comando. Porque para muitos o caos é um precipício, para mim sempre será uma escada.

Eu recuperaria a imagem da empresa num primeiro momento, num segundo momento renovaria o quadro de colaboradores e administradores e abriria uma recuperação judicial, e recomeçaria do zero se for preciso, me aliando a parceiros estratégicos,  garantindo a todos os pagamentos de dividas e executaria os eventos que não puderam ocorrer, da melhor maneira que fosse possível fazer.

Rodriggo Lottus Franz

CEO da Agência de Marketing Digital Zero7 – Escritor e  gestor de marketing. Mais de 15 anos de experiência. Formado pela UFRJ em Ciência da Computação, e tem MBA em Marketing pela FGV. Consultor de Marketing para micro e pequenas empresas.

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